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| Beatriz Pereira |
Naquele fim de tarde do mês de
outubro, o vento soprava levemente e fazia rodopiar as folhas que se
desprendiam das árvores, caindo nos passeios da rua do Pedro e da Inês. Eram
tantas as folhas que já havia um tapete pintado das várias e bonitas cores do outono...
Os dois amigos regressavam da escola,
pisando aquele tapete – crac! crac! – com entusiasmo, pois a noite que já se
anunciava seria muito especial.
Mal chegaram a casa do Pedro, depois
de abrirem a porta e terem pousado as mochilas junto ao bengaleiro da entrada,
ficaram pasmados perante o que viram, mesmo à sua frente: Spike, o labrador
brincalhão, trapalhão e medroso do Pedro, estava curiosamente disfarçado. Os
meninos rapidamente perceberam o que tinha acontecido. Não é que o malandro tinha
puxado a toalha branca da mesa da sala, que lhe caíra em cima! De seguida, ficou
de tal maneira desorientado, que bateu no móvel onde se encontravam os óculos
de sol do pai do Pedro. Como estes estavam mesmo no cantinho, aterraram milagrosamente
na ponta do seu focinho, e agora estava ali aquela espécie de fantasma-turista
de quatro patas, ganindo e cambaleando pelo corredor.
- Então, Spike, já estás preparado
para a grande noite de Halloween!? – gracejou o Pedro.
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| Gabriela Oliveira |
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| Margarida Pereira |
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| Márcia Reis |



